03 maio, 2010

Natureza Morta: uma colheita de horrores macabros


Recortando o horizonte carmesim
Um campo de espantalhos semeado
Insinua-se ao olhar esfaimado
Que se esconde dentro de um carrocim

Atravessando os Cárpatos Montes
Em passo estugado. Mas ao chegar
Junto às figuras, já sob o luar,
Descobre não espantalhos mas frontes...

No meio de um campo de decepadas
Cabeças, pingando sangue, empaladas
Se quedou a dama elizabetina,

Sob um céu de estrelas luciferinas
Alumiando, como candelabros,
Uma colheita de horrores macabros...